JORNAL DA PARAÍBA
17 de maio de 2008
Salário de professor deve ultrapassar
R$ 8,9 mil
RODRIGO APOLINÁRIO
Mais de 900 professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) tiveram reajuste de até 20,4% e devem receber, neste mês, um salário bruto de até R$ 8.905,08, mas o sindicato da categoria afirma que o acréscimo não atende às necessidades dos professores e convida o governo federal a negociar. Segundo a Secretaria de Recursos Humanos da UFCG, o maior reajuste de 20,4% é correspondente ao salário de um professor doutor titular. Já para os mestres, com maior tempo de carreira, o reajuste foi de 9,93%, e vão receber um salário bruto de R$ 4.878,77.
De acordo com o secretário de Recursos Humanos da UFCG, José Marcos Viana, a nova tabela salarial será implementada em três etapas: março de 2008, que deve vir como retroativo nos contracheques de maio; fevereiro de 2009 e julho de 2010, totalizando um reajuste de até 59% no último ano.
Em oposição ao reajuste, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), uma das bases do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), aponta que essa é uma proposta que o governo vem negociando há muito tempo. Segundo a associação, o reajuste é uma reivindicação existente desde março de 2007 e se não fosse a pressão do Sindicato Nacional não haveria nenhum reajuste agora.
Além disso, a Andes propõe que o governo reabra as negociações com os professores para que se possa ter um reajuste que atenda às necessidades da categoria.
Segundo o governo federal, o reajuste será comum para todos os professores das universidades federais brasileiras, além de atingir, com montantes diferentes, mais 15 categorias de servidores públicos federais.